... A festa ficou completa quando os apresentadores chamaram ao palco as estrelas do filme Che, Benicio Del Toro e Rodrigo Santoro. Eles anunciaram
o vencedor da categoria melhor filme, que ficou com The Stranger In Me (O Estranho em Mim), de Emily Atef. Antes, a dupla esteve no Shopping
Frei Caneca, em São Paulo, na pré-estréia do filme Che. Ao final da noite, Benicio foi visto na boate The Box. Na noite anterior, os amigos Rodrigo e
Benicio caíram na balada paulistana. Eles estavam no clube Disco, depois de um jantar no restaurante Praça Lourenço.
... The festivity was complete when the presenters called the stars of the film Che, Benicio del Toro and Rodrigo Santoro to the
stage. They announced the winner of the Best Picture category, which went to The Stranger In Me, by Emily Atef. Previously, the duo was at the
Shopping Frei Caneca, in São Paulo, for the pre-premiere of the film Che. At the end of the night, Benicio was seen at The Box nightclub. The night
before, Rodrigo, Benicio and friends were out and about in São Paulo. They were at the nightclub Disco, after they had a dinner at the restaurant Praça
Lourenço.
He just looks better and better with each time I see him;)
MY GAWD! Just once, I'd kill to be able to run my fingers through that head of hair!!
Thanks for all the contributions everyone!
I'm only using my laptop right now my right click is broken:( so I haven't been able to save any of these pics here lately:(
Rosana, girl! You dragged your **# all the way from Argentina to SP??? I live here and I couldn't...I feel ashamed now! I suck...I couldn't even give the correct updates in my own
country!!! Well, honestly, he chose the worst time in my life
to come here. Under normal circumstances I would have joined you...sorry! You rock!!
A cara do guerrilheiro
Silvana Mascagna enviada especial
SÃO PAULO. A 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que ao longo de 15 dias exibiu mais de 400 filmes de várias partes do mundo, chegou ao fim na
última quinta-feira com a presença de uma estrela do cinema norte-americano: Benício del Toro. Ao lado do brasileiro Rodrigo Santoro e da produtora Laura
Bickford, o ator veio a São Paulo promover "Che", filme dirigido por Steven Soderbergh com dinheiro da Espanha. "'Che' não tem
financiamento dos EUA. É um filme espanhol", apressa-se a dizer a produtora. "Ele é falado em espanhol, foi rodado na Espanha e realizado graças aos
subsídios da TV espanhola." Benício, que além de viver Che Guevara, também é um dos produtores, Santoro (intérprete de Raúl Castro) e Laura falaram sobre
o filme numa coletiva de imprensa e, num segundo momento, separadamente, em mesas-redondas com jornalistas. "Che", na verdade, são dois filmes, a
serem lançados a partir de fevereiro de 2009 separadamente. O primeiro, de subtítulo "O Argentino", mostra como se deu a Revolução Cubana no fim dos
anos 50 e o segundo, "A Guerrilha", fala do fracasso de levar à Bolívia a experiência bem-sucedida de Cuba, anos depois, e a morte de Che.
O retrato de como se forjou o líder guerrilheiro que sonhava em levar a revolução para toda a América Latina e África explica a ausência de dinheiro
norte-americano num projeto que envolve Benício - que nasceu em Porto Rico, mas se mudou para o EUA ainda criança - Soderbergh e Laura, em sete anos de
processo. Os três já haviam sido parceiros no bem-sucedido "Traffic", que ganhou quatro Oscar, incluindo ator coadjuvante para Benício. Embora possa
parecer, pelo empenho em vivê-lo nas telas, Che não fez parte dos sonhos da juventude de Benício. Ele diz que a primeira vez que ouviu falar do argentino foi
numa canção de rock. "Na escola, em Porto Rico (Estado associado aos EUA), não aprendemos nada sobre Revolução Cubana. As camisetas com fotos dele nem
existiam por lá. A primeira vez que ouvi o nome do Che foi numa música dos Rolling Stones, 'Little Indian Girl'. Muito tempo depois, no México, comprei
um livro de cartas que ele havia escrito para a família. Me comoveu muito. Che era muito bom escritor e aquilo não era ficção. A partir daí, começou um empenho
da minha parte de aprender mais sobre ele", afirma.
Quando Laura surgiu com a idéia do projeto, ele diz ter entrado "de cabeça". "Pesquisei muito, conversei com muitas pessoas que o conheceram.
Mas chega um certo ponto em que é preciso parar. E a partir daí fiz a minha interpretação de Che. Eu sabia o que queria, e este não era o tipo de filme que se
tinha muito tempo para criar porque precisávamos filmar rápido", afirma o ator, que revela ter relação muito próxima com Soderbergh. "Não há mistério
entre nós, somos muito transparentes. E temos uma visão muito clara sobre o que é o cinema. Temos muita confiança um no outro. E isso é a arte de se
comunicar". Sobre o porquê deste recorte - a experiência em Cuba e na Bolívia - na trajetória do líder revolucionário em "Che", desprezando por
exemplo sua ida ao Congo, na África, o ator e produtor explicou. "Você não se envolve com um personagem se quer abranger tudo sobre sua vida.
Esta foi uma decisão dos roteiristas", disse. "A idéia era mostrar a jornada de um homem que, depois de tomar o poder em Cuba e se transformar numa
grande estrela em todo o mundo, deixa o poder de lado para lutar pelos menos favorecidos e dar sua vida por eles", afirma. E segue: "Com esse recorte
acho que tocamos em todos os aspectos do que aconteceu porque estamos falando de cinema, onde tempo e dinheiro são importantes. Mas, se achou pouco, te digo,
vá, faça e boa sorte." Benício acredita que hoje não há mais espaço para lutas como a de Che Guevara. "Luta armada está fora de questão, mas acho que
assim como Che deu seu corpo para mostrar que havia algo de errado como fome e exploração, há pessoas no mundo neste exato momento se sacrificando por uma
causa, como os Médicos sem Fronteira."