Thought it was weird that nobody posted about this yet, but then, we're always forgotten here down South...I read yesterday in the newspaper that Beni is
going to be in Sao Paulo (that's in Brazil) tomorrow (October 31st) to end the Film Festival in Sao Paulo. Should there be any interesting pics or TV
interviews I'll be glad to share them with you guys...
And here we go... Benicio and Rodrigo met up this morning in São Paulo and on it is...
"Eu não sou o Che Guevara", diz Del Toro em SP
Danilo Lima
Direto de São Paulo
Benício Del Toro chegou nesta quinta-feira a São Paulo para divulgar o filme Che na 32ª Mostra Internacional de Cinema. Com um espanhol difícil,
mesclado com palavras com inglês, o ator, em encontro com jornalistas, rechaçou comparações entre ele e o famoso guerrilheiro Che Guevara.
"A expectativa sobre ele (Che Guevara) era muito grande. É impossível fazer um filme sobre Che sem deixar passar alguma coisa. Chega um momento que é
tanta informação que você não sabe mais o que incorporar. Em alguma hora temos que saber que isso é só um filme. Eu não sou o Che Guevara".
O ator afirmou que não acreditava que o papel fizesse o sucesso que fez. O personagem já lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator no último Festival de
Cannes.
"Não tinha muitas expectativas sobre o papel do Che Guevara. Na hora de ser reconhecido pelo que você faz é que você percebe a repercussão que isso
gerou. Como atores somos muito inseguros, não existe um texto que nos fale como ser um ator. Trabalhamos com instinto. Eu sei tanto quanto vocês se o filme é
bom ou não. Mas o instinto é o que nos dá base".
Del Toro aproveitou que estava no Brasil para brincar com o ator Rodrigo Santoro, que no filme faz o papel do irmão de Fidel Castro, Raúl. Ao ser
questionado sobre o que este filme tinha de diferente, Del Toro ironizou: "nesse filme temos o Rodrigo Santoro".
Após a brincadeira, o ator respondeu a pergunta de forma mais séria. "Nós fizemos uma grande investigação, pensamos como se eu fosse o personagem.
Engraçado que em toda parte do mundo tem gente que o conheceu. Sabíamos que ele era um revolucionário, tinha muita coisa a ser feita. Por isso toda essa parte
de investigação, demorou seis, sete anos".
Apesar de se dedicar com paixão ao papel, seu primeiro contato com Che Guevara veio quando ele já era ator. "Como criança, ele nunca existiu para mim.
Eu cresci em Porto Rico, que não tem nada a ver com a condição cubana. A primeira vez que eu ouvi o nome de Che foi numa canção dos Rolling Stones, chamada
Indian Girl. A segunda foi no México. Eu estava numa livraria e vi uma foto dele num livro com cartas que ele escreveu no período da revolução cubana.
Eu li aquilo e fiquei muito comovido. Já aí nasceu um empenho em aprender mais sobre sua história. Alguns anos depois, me trombei com Laura (Bickford,
produtora do filme)", lembra.
Che é um projeto de Steven Soderbergh. São mais de quatro horas de projeção, divididas em dois capítulos, que apresentam as primeiras batalhas do
guerrilheiro pela tomada de poder em Cuba, até sua morte em luta na Bolívia. O filme será exibido hoje à noite nas salas 1 e 2 do Unibanco Arteplex.
Excepcionalmente nesta sexta-feira, devido à grande procura, haverá uma sessão extra do filme no Cinesesc, ainda sem hora definida.
Benício del Toro e Rodrigo Santoro encerram a Mostra de SP com 'Che'
Atores participam de entrevista coletiva sobre o filme em São Paulo
Barbara Duffles
Do EGO, em São Paulo
Os olhos puxados, tanto do ator Benício Del Toro como de Rodrigo
Santoro, estavam ainda mais apertados quando ambos apareceram, na
manhã desta quinta, 30, para a entrevista coletiva sobre o filme
'Che', em São Paulo.
Rodrigo foi logo se desculpando. "Desculpe a cara inchada, acabei de
acordar", brincou o ator, que no filme de Steve Soderbergh, sobre a
vida do revolucionário argentino, interpretou Raúl Castro, irmão de
Fidel.
No entanto, as atenções estavam mesmo voltadas para Benício de Toro,
americano de origem porto-riquenha que ganhou o prêmio de melhor ator
em Cannes por sua performance como Che Guevara.
Muito simpático, o ator respondeu a perguntas falando em espanhol e
inglês, e muita vezes compreendia o que os repórteres diziam em
português. "Passei cerca de sete anos pesquisando sobre Che. Foi
complicado interpretá-lo porque ele é uma combinação de homem de ação
e intelectual", disse Benício, que no momento, está bem longe da
imagem barbuda do líder: pele bem branca, sem barba, com um topetão e
vestido todo de preto.
Ao longo deste tempo, Benício foi para Cuba duas vezes por ano, para
fazer pesquisas, entrevistar pessoas. No entanto, devido ao embargo
econômico, as filmagens não puderam acontecer na ilha de Fidel. As
cenas de 'Che', que totalizam mais de quatro horas de exibição,
divididas em duas partes, foram filmadas em Porto Rico, Espanha,
Bolícia, México e Estados Unidos.
Condizendo com os ideais de Che, que queria fazer uma revolução que
unisse toda a América Latina, o filme é falado em espanhol, não teve
ajuda financeira dos Estados Unidos e reúne atores mexicanos, cubanos,
argentinos e um brasileiro, Santoro - que praticamente implorou para
participar do projeto.
Benício Del Toro chega a SP e conta que aprendeu uma só palavra em português
Em clima de descontração, o ator divulgou o longa "Che" ao lado de Santoro
Flávia Faccini
O bom humor de Rodrigo Santoro e Benício Del Toro marcou a coletiva de imprensa do filme "Che", realizada nesta
quinta-feira (30), em São Paulo. O astro brasileiro, que participa da co-produção entre EUA, França e Espanha, disse que pediu para atuar no projeto. "O
elenco já estava fechado, eu não falava espanhol. Fiz um curso intensivo de um mês para e meio aprender a língua."
Rodrigo contou que quando a produtora ligou e disse que ele faria o papel de Raúl Castro - que inicialmente teria apenas uma fala - aceitou na hora o
trabalho. "Vocês sabem bem e os críticos também que eu não tenho nenhum problema com isso", disse ele, fazendo piada sobre outros longas em que fala
pouco, como em "Simplesmente Amor" e "As Panteras Detonando".
Simpático, Del Toro brincou com os jornalistas por diversas vezes, e apesar de conseguir compreender algumas das perguntas feitas em português, arriscou uma
única palavra no idioma. "Caipirinha", falou, abrindo um grande sorriso.
O galã brasileiro também assumiu ter uma daquelas famosas camisetas com o rosto de Che Guevara estampada. "Eu a uso até hoje", disse. Seu companheiro
de elenco e protagonista do longa, o porto-riquenho Benício Del Toro, admitiu teve seu primeiro contato com o líder revolucionário de maneira inusitada.
"A primeira vez que ouvi falar de Che foi em uma música dos Rolling Stones chamada Little Indian Girl, já que não se falava sobre ele na escola em
Porto Rico", contou.
Apontado pelos repórteres como forte candidato ao Oscar, ele disse estar surpreso com a notícia. "Não sabia disso, mas não tenho nenhuma expectativa em
relação ao prêmio", disse ele. "Mas eu espero que ele ganhe, será mais do que merecido", emendou Rodrigo.
Na noite de quinta-feira (30) ele participa da exibição do longa em São Paulo e deixa a cidade na sexta-feira (31) rumo a Los Angeles, onde mora.
Santoro teve que convencer diretor para conseguir papel em 'Che'
Com Benicio Del Toro, ator divulgou filme em cartaz na Mostra de SP.
Disposto a participar da produção, ele disse que faria qualquer coisa.
Rodrigo Santoro esteve nesta quinta-feira (30) em São Paulo para, junto do ator porto-riquenho Benicio Del Toro e da produtora americana Laura Bickford,
falar sobre os dois filmes que compõem "Che", em cartaz na Mostra Internacional de Cinema.
O ator brasileiro contou como teve de convencer o diretor, Steven Soderbergh, a dar a ele um papel no longa. "Soube do projeto há uns cinco anos e fiquei
apaixonado por ele. Quando descobri que finalmente sairia, fui atrás para saber como seriam os teste, mas o Steven faria entrevistas. Meu espanhol era fraco,
não dava para fazer uma entrevista, fiquei muito frustrado. Comecei a estudar e, um tempo depois, consegui um encontro com ele. Me lembro de ter dito que Che
queria fazer a revolução em toda a América Latina, que o Brasil era o maior país dessa região e faltava um ator brasileiro no elenco."
Laura Bickford foi quem ajudou Santoro a conseguir o papel de Raúl Castro, irmão de Fidel, ao aparecer com uma foto que mostrava semelhanças físicas entre
os dois. "Ele é um grande ator de cinema e mesmo assim disse que faria qualquer coisa no filme. Quando finalmente conseguiu o papel, só tinha uma fala.
Prometi a ele que teria mais", afirmou a produtora.
Santoro disparou: "Eles [os jornalistas] sabem que eu não tenho problemas com isso", referindo-se à sua comentada participação em "As panteras
detonando", sem nenhuma fala.
Em São Paulo, Benicio Del Toro defende seu Che Guevara e elogia Rodrigo Santoro
Rodrigo Fonseca
SÃO PAULO - Convidado de honra da cerimônia de encerramento da 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o porto-riquenho Benicio Del Toro chegou em
terras paulistas disposto a mostrar aos brasileiros o lado mais humano de seu Che Guevara.
Cheio de bom humor, o ator fala de "Che", o épico guevarista de Steven Soderbergh como um projeto artístico de equipe, e não como um veículo para
lhe garantir mais um Oscar.
- Quando rodávamos, Steven viu várias vezes o pânico na minha cara. Esse pânico vem do fato de que sou apenas um ator fazendo um papel. Mas eu estava
interpretando alguém que me impressionou por sua força de vontade - diz Del Toro, que, segundo a imprensa marrom paulista, passou a noite de quarta para quinta
na farra.
Sem entrar em detalhes sobre sua noitada, Del Toro explicou a origem de seu interesse pelo guerrilheiro argentino, mitificado por alguns e demonizado por
outros.
- Nasci em Porto Rico, onde se estuda pouco ou quase nada de Che Guevara nos bancos escolares. Eu lembro qu ouvi seu nome, pela primeira vez, em uma canção
dos Rolling Stones, "Little indian girl". Anos depois, lembro de ter comprado um livro de cartas para seus familiares. Nessa época, eu estava lendo a
literatura de Hemingway e Jack Kerouac. Então, aquelas cartas muito bem escritas geraram em mim o empenho em aprender mais sobre sua vida - diz o ator, que
ganhou o premio de melhor interpretação masculina em Cannes por "Che".
Na ocasião do festival francês, o júri presidido por Sean Penn elegeu Del Toro com unanimidade.
- É uma honra ser reconhecido como ator, como aconteceu quando ganhei o Oscar (de coadjuvante) por "Traffic" (também de Soderbergh). O
reconhecimento dá uma direção ao nosso trabalho - disse o ator que alternava inglês e espanhol durante a entrevista, chegando a passar de uma língua a outra
numa só frase.
Em relação ao elenco latino-americano do longa, Del Toro fez um comentário especial para o colega brasileiro, ao ser perguntado sobre qual seria o
diferencial do filme em relação aos outros longas existentes sobre a revolução cubana. Sua reposta:
- Bom, este tem Rodrigo Santoro e isso é uma diferença.
Em 2009, Del Toro será visto no papel de um lobisomem em "The Wolf Man", ao lado de Anthony Hopkins, na produção dirigida por Joe Johnston.
A manhã desta quinta-feira (30/10) foi agitada no Frei Caneca Unibanco Arteplex, complexo de cinemas paulistano, um dos principais locais de exibição da 32ª
Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Não bastando a fila na frente da bilheteria dos cinemas - iniciada às 9h -, jornalistas lotaram uma das salas.
Tudo culpa de Benicio Del Toro. O ator porto-riquenho está no Brasil a fim de promover Che, longa-metragem no qual interpreta o mítico
revolucionário argentino Ernesto Guevara. A fila? Era para formada pelos espectadores, que gostariam de garantir seus ingressos - parte deles vendidos
antecipadamente já estavam esgotados há dias - para a exibição do longa, que encerra as atividades da 32ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo mais
tarde.
Alternando frases em espanhol e inglês, o ator e produtor de Che esteve acompanhado da produtora Laura Bickford, Leon Cakoff - diretor da
Mostra Internacional de Cinema em São Paulo -, o ator brasileiro Rodrigo Santoro (que também atua no longa) e Diego Halabi, diretor da distribuidora Sun
Distribution Group (responsável pelas negociações do filme na América Latina), em disputada coletiva de imprensa.
O prêmio de Melhor Ator no último Festival de Cannes credencia a atuação de Benicio Del Toro às expectativas em relação ao Oscar, mas o ator mostra não levar
muito a sério as especulações. "Foi ótimo quando ganhei!", admite o ator, premiado pela Academia de Artes de Ciências de Hollywood pelo trabalho em
Traffic. "É uma honra ser reconhecido como ator", acredita. "Mas não há regras para ser premiado, o ator trabalha instintivamente, é
esta a base do trabalho de um ator", acredita. "Eu acho que ele deveria ganhar o Oscar", interfere Santoro.
A idéia de fazer um filme sobre o revolucionário argentino surgiu há alguns anos, quando Laura Bickford comprou os direitos de adaptação de uma biografia de
Che. No entanto, este projeto não chegou a ganhar mais corpo. Em 2000, Benicio Del Toro e Laura trabalharam com Steven Soderbergh em Traffic.
"Soderbergh deu novo fôlego ao projeto", explica Del Toro. Mesmo assim, foram sete anos de pesquisa e entrevistas para que o universo que temos em
O Argentino e A Guerrilha. "Trata-se de um filme sobre o humano atrás das imagem", explica Laura.
O que impressiona em Che é a semelhança entre Del Toro e as imagens que conhecemos de Guevara. "Em Porto Rico, as escolas não ensinam
sobre a Revolução Cubana, então não conheci a figura de Che muito cedo", explica Del Toro. "Na verdade, a primeira vez que ouvi seu nome foi na
música Little Indian Girl, dos Rolling Stones", revela. A música conta a história de uma menina boliviana que pergunta a um gringo onde está seu
pai. "Senhor Gringo, meu pai não é Che Guevara/ Ele está lutando na guerra nas ruas de Masaya", diz parte da letra, a mesma que apresentou a Del Toro
o nome do revolucionário. "Mais tarde, no México, vi uma foto de Che numa livraria e comprei o livro", continua o ator e produtor. "Era uma
série de cartas escritas para sua família e o livro me comoveu muito; a partir dali, resolvi me empenhar a aprender mais sobre ele".
Durante os sete anos de produção do Che, a equipe fez uma investigação minuciosa da vida do revolucionário não somente a partir de livros, mas
também visitando os locais onde Guevara esteve. "Fizemos um estudo que nos levou a muitas partes do mundo", explica Del Toro. "Além disso,
conversamos com pessoas que conviveram com ele, foi um trabalho de investigação que durou de seis a sete anos", continua.
A equipe também teve muito apoio de novos cineastas bolivianos durante as filmagens no país. "Antes de filmarmos, um xamã local fez uma cerimônia
religiosa para abençoar o set", revela Laura. Além disso, alguns atores locais também fizeram questão de estar no filme. Aliás, o diretor de
Maldeamores - um dos filmes que podem ser premiados na cerimônia de encerramento da Mostra por ser um dos mais votados pelo público e com produção
executiva de Del Toro -, Carlos Ruíz Ruíz, também faz participação como ator em Che.
Apesar de terem passado muito tempo durante as pesquisas para o projeto em Cuba, não ocorreram filmagens lá. "Norte-americanos são proibidos de fazer
negócios e trabalhar em Cuba", explica Laura. "Mas todas as visitas que fizemos ao país foram legais", esclarece. "Dizemos que se trata de
um filme espanhol porque todos os apoios que tivemos para realizá-lo vieram da Espanha; não houve nenhum dinheiro norte-americano na produção", revela a
produtora.
Além da exibição na noite desta quinta-feira (30/10), com ingressos já esgotados, Che também será exibido sexta-feira (31/10), às 18h10, no
CineSesc, dentro da programação de repescagem da Mostra.
And below the lyrics of the Rolling Stones "Indian Girl":
(M. Jagger/K. Richards)
Little Indian girl, where is your mama?
Little Indian girl, where is your papa?
He's fighting in the war in the streets of Masaya
All the children were dead, except for the girl who said
"Please Mister Gringo, please find my father"
Lesson number one that you learn while you're young
Life just goes on and on getting harder and harder
Little Indian girl, from Nueva, Granada
Little Indian girl, from Nueva, Granada
Yes, I saw them today. It's a sight I would say
They're shooting down planes with their M-16 and with laughter
Ma says there's no food, there's nothing left in the larder
Last piece of meat was eaten by the soldiers that raped her
All the children were dead, except for the girl who said
"Please Mister Gringo, please find my father"
Lesson number one that you learn while you're young
Life just goes on and on getting harder and harder
Life just goes on and on getting harder and harder
Little Indian girl, from Nueva, Granada
Yes, I saw them today. It's a sight I would say
They're shooting down planes with their M-16 and with laughter
[spoken]
Mr. Gringo, my father he ain't no Che Guevara
And he's fighting the war on the streets of Masaya
Little Indian girl where is your father?
Little Indian girl where is your momma?
They're fighting for Mr. Castro in the streets of Angola
--- "Hop in, sugar. We'll
get you there." ---
"... If they have
expectations for me to behave some way, or dress some
way, or look some way, you know, I couldn't give a damn
about that..." ~ BDT
I would be the worst journalist ever... Just to start with, I read that he would be
here on Friday and it was today...that's hilarious, actually.
I won't even bother translating all those articles in Portuguese because it's the same stuff we've read over and over, and furthermore, they focus
more on Rodrigo Santoro cause he's Brazilian, obviously...
Maybe I can get a TV interview to post here sometime.
It's funny that the movie is about to premiere in Argentina, but we'll only get to see it in February...